sexta-feira, 26 de junho de 2009

The eyes of the world


God Save The Queen.




If i was Colbert,i would feel pride of that.




Egypt is the donation of the Nile.




What a handsome costume!




Ouro negro
Jogo negro
Sangue negro.




A discrepância que move o mundo.




That means...




...development.




Let's feed war...




...with religion.




O Prometheu que nunca sucumbiu.




Une femme obèse.





is it just one more cliche?Better think twice.




Deixai Gounod estripar Fausto.





The construction of the human wisdom starts of his daily necessities




Somos Deuses Olímpicos.







The holy poverty lives as a memory.




MOM!We have a black fly at our white cake!









segunda-feira, 15 de junho de 2009

Controvérsia evolucionista da sociedade pós-moderna.

O esmerado mundo pós-moderno tornou-se evidente com o seu relevante progresso material,todavia essa evolução propiciou,colateralmente, o agravamento de pandemais.Ao longo de sua formação, o vulnerável mundo globalizado deparou-se continuamente com epidemias planetárias,sendo impelido a criar meios para sobreviver.

Neste contexto, as primeiras experiências pandêmicas da humanidade se associam à precariedade de vida das civilizações e o choque destas com as demais,diante do iniciante pensamento científico. No período das grandes navegações, os desbravadores europeus tiveram ajuda da varíola e do sarampo para consolidar a colonização, através de milhares de mortos dos nativos. Tal fato também ocorreu com a medieval europa que foi alastrada pela peste bubônica,trazida pelos bárbaros, resultando na morte de um terço da população mundial. Em ambos os casos, a falta de conhecimento científico potencializou a dispersão desas mazelas, mas mesmo se ele estivesse, como no caso da gripe espanhola, a falta de imunidade populacional ainda o suplantaria.

Os resquícios dessa suscetibilidade pandêmica foram agravados com o novo sistema de organização mundial,embora este tome medidas para saná-la.A sociedade pós-moderna evidencia o mais estreito e amplo convívio histórico, é partindo desse fato que instituições semelhantes a Organização Mundial de Saúde(OMS) criam mecanismos preventivos e emergenciais. A exemplo disso está a atuação da comunidade ciêntífica em doenças pré-pandêmicas e em planos de contigência.Outro aspecto catalizante dessa disposição à infecções globais é a manipulação de microorganismos letais em laboratórios. A fim de produzir vacinas e entender o funcionamento desses seres, cientistas usam a engenharia genética para alcançar tais objetivos.Todavia é iminente a possibilidade de mutações seguidas de dispersão letal na sociedade,além do seu uso em guerras biológicas e terrorismo.

Esse novo mundo construído a partir do elevado grau de conhecimento científico, possibilitou que as pandemias comprometessem sua estrutura de forma significativa. Diante dessa contraditória conjuntura é necessário uma reorganização dessa moderna sociedade com base nas fatalidades dessas lacunas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Correspondência interrompida

Ma chérie Elle,

[…] No início eu imaginava que nós tínhamos sido unidos para que eu pudesse ajudá-la a superar a sua dor. Agora, no entanto, meses depois, passei a acreditar que foi o contrário...Está carta não é uma despedida.É um agradecimento. Obrigado por ter me mostrado a felicidade ao seu modo.Obrigado por ter aceitado o meu amor.Mas principalmente obrigado por me mostrar que finalmente chegou o momento em que devemos apenas caminhar.

Eu te amo.

M.

Trecho da carta não enviada à Elle Marshall por Maurice Bégaudeau.Extraído do livro “Ensaio sobre a Revolução”.


Hier,Aujourd’hui et Demain.


Ontem.

I said maybe
You're gonna be the one that saves me?
And after all
You're my wonderwall

Hoje.

There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world
All you want
All you want

Amanha.


Hush now, don't explain
There is nothing within me now to gain
I'm gonna skip it instead
Don't explain
Don't explain


quarta-feira, 3 de junho de 2009

La Marseillaise



A Liberdade é Azul.
A Igualdade é Branca.
A Fraternidade é Vermelha.
Eu, 1789.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ressaca ortográfica da Política


O eleitor não para para pensar no histórico do político.

sábado, 30 de maio de 2009

Maria.


De jeans e camiseta, cabelo preso, aos gritos de “Pega, mata e come!”, Bethânia já foi musa da esquerda, tempos do show Opinião. Graças ao acaso- se acaso existe, e não desino- que trouxe a menina Berré de Santo Amaro da Purificação, Bahia, para os palcos do centro do país, indicada pelo irmão Caetano Veloso. Peruca canecalon, coberta de colares e pulseiras, gestos claros, recitando Fernando Pessoa e Clarice Lispector- Bethânia foi musa. A voz muito grave, sussurrando versos sensuais, embalou os amores de casais pelos motéis, rivalizando na venda de discos com o rei Roberto Carlos. Prendeu, soltou os cabelos,calçou,tirou os sapatos, largou as gravadoras comerciais, no auge do sucesso, trajetória inversa, tornou-se independente: conquistou o direito de gravar o que gosta, num repertório coerente e fiel à musica brasileira.

Foram muitas Bethânias nesses mais de 20 anos.Ou era uma só? O escritor Júlio Cortázar, fã confesso (não fosse um iniciado em magia), afirmava que Bethânia e Caetano são uma única pessoa: yin/yang, homem/mulher, Oxóssi/Iansã. Foi muito in, ficou inteiramente out - até ultrapassar as divisões maniqueístas dos manipuladores da opinião pública para ocupar esse lugar muito especial só reservado aos mitos. Bethânia, deusa guerreira de espada em punho e voz rouca, inconfundível, procurando sempre versos que falem às emoções dos apaixonados. Gosta-se dela como se cai em estado de paixão: Além de qualquer razão.

E bela. Bela de um jeito que não é comum ser bela, cantora como não é comum ser cantora - nesse desregramento de padrões estéticos, Bethânia funde a aspereza de onde começa o Nordeste com o requinte dos blues de uma Billie Holiday. Cantora diurna das terras crestadas pelo sol, mas também noturna, dos lençóis de cetim úmidos de suor e amor, transita numa carreira de impecável coerência com sua própria criatura: dividida em mel e espada. Padroeira dos apaixonados, também divididos entre o mel do perdão e a espada cortante da vingança. Dessa extensa legião, Maria Bethânia é a voz mais fiel.

Texto de Caio Fernando Abreu, extraído do LP “Maria Bethânia Personalidade”.